Pensamentos

Pensamentos

Pensamentos. Quão engraçado é como algo invisível pode moldar a nossa vida e pode-nos fazer ser maiores ou pode-nos destruir. Algo que só nós vemos, algo que só está dentro de nós, que nós é que criamos (com alguma ajuda por vezes) e que tem tanto poder sobre nós.

Penso que nós, mulheres, somos peritas neste mundo dos pensamentos. Inventamos mil cenários, do mais fantástico ao pior, deixamos diversas ideias borbulhar dentro de nós, permitimos que pequenas sementes cresçam e se transformem em definidores de vida.

Quão curiosa é a importância que damos a algo insignificante, não acham? Como é que deixamos as coisas chegarem aonde chegam?

Por vezes, o nosso cérebro transforma-se numa produção superior à de Hollywood em menos de cinco segundos e transforma o resto do nosso dia.

Sabem qual o valor que algo pode ter? O valor que lhe damos. Nada mais, nada menos. Daí alguém achar “fácil” dar 10 milhões por uma casa e outra já achar “fácil” dar 50 euros por uma base. Porquê? Porque tem valor para essa pessoa. Isto para dizer o quê (perguntam vocês)? Para dizer que os pensamentos têm o valor que lhes damos.

São pensamentos que nos atormentam? Que nos deixam com medo, ansiedade? Nós é que lhes damos palco e plateia. Queremos realmente dar espaço, palco, plateia e ainda uns aplausos finais a esses pensamentos na nossa vida?

Não somos inteiramente responsáveis por quem coloca a semente do pensamento ou quando, mas somos plenamente responsáveis pelo seu crescimento e pela forma como vai afetar a nossa vida.

Eu não vou mais entreter aquilo que não quero, e você?

 

“Lady M”

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Precisamos do outono

Precisamos do outono

Entrámos em 2020 como quem entra numa prova de resistência. E chegámos ao último quarto do ano!

É verdade que o Verão nos trouxe um arejar de ideias, com sol, momentos felizes, baterias recarregadas. Mas já se avistam no calendário os dias de Outono. Mais curtos, com pouco sol e muita chuva, algum frio e aquela melancolia chata, quase entorpecedora.

Nesta altura do ano, costumo pensar: Por que razão não é sempre Verão? Tudo é tão mais fácil no verão!

Mas a vida faz-se de ciclos, de épocas, de estações. Foi assim que Deus determinou. Ele estabeleceu todos os limites da terra, formou o verão e o inverno. (Salmos 74) Portanto, conformemo-nos: enquanto esta terra durar, não deixará de haver sementeira e ceifa, frio e calor, verão e inverno, dia e noite.  (Génesis 8:22)

Na verdade, esta sequência de estações só confirma a perfeição de Deus. Para cada tempo de êxtase, há um tempo de repouso. Um equilíbrio que se restabelece. Não há só tempo para rir, dançar, amar, edificar. Também há o tempo de crise. O tempo de chorar, de rasgar, de perder, de parar. (Eclesiastes 3) E, em ambos, crescemos e aprendemos.

Talvez não gostemos muito desta perspetiva da vida. Mas ela é mesmo assim. Uma prova de resistência com várias etapas. Uma jornada. E olhar para a natureza ajuda-nos a entendê-la.

Para cada ciclo que começa, há uma estação que se despede, deixando tudo o que ela ensinou. Uma etapa superada. Uma lição que guardamos. Gostaríamos que o equilíbrio se restabelecesse automaticamente. Mas tenho para mim que “automático” é uma palavra que não faz parte do dicionário de Deus. O lavrador espera com paciência o precioso fruto da terra, até que receba a chuva temporã e serôdia. Devemos também nós ser pacientes e fortalecermos os nossos corações. (Tiago 5:7) Nada é de repente. Precisamos do Outono para colher os frutos , desacelerar, desprendermo-nos do que já não presta e fortalecermo-nos. No quentinho do coração.

Neste último quarto do ano, porque não fazer um restart?
Pare um bocadinho. Fortaleça-se. Ore. Estude. Planeie. Escreva num caderno. Olhe para a frente e proponha-se a uma nova etapa. Os tempos podem ser duros, as notícias desanimadoras, mas a jornada ainda não acabou. E você vai vencer! Em tudo temos sido atribulados. Por fora combates, temores por dentro. Mas Deus, que consola os abatidos, nos ajudará sempre. (II Coríntios 7)

“Mãe de três”

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